A economia brasileira teve a primeira queda na geração de riqueza em quase dois anos. O PIB (Produto Interno Bruto, soma de todas as riquezas produzidas no país) ficou no vermelho em setembro, como mostra uma pesquisa da Serasa Experian com os dados do PIB Mensal. Essa é a primeira vez desde novembro de 2009que isso não acontece.
O Indicador de Atividade Econômica divulgado nesta sexta-feira (25) caiu 0,1%, após ficar perto da estabilidade (entre 0,1% e 0,5%) desde o primeiro semestre. Em agosto, por exemplo, o PIB Mensal havia subido 0,1% antes de cair no nono mês do ano.
Com o indicador negativo, o crescimento econômico visto entre janeiro e setembro deste ano passou de 3,5%, em agosto, para 3,3%. Isso mostra que a economia brasileira vem desacelerando ao longo de 2011. A previsão do governo é de que ela feche com uma produção com alta de 3,5%.
Apesar disso, no período de um ano, ou seja, de outubro de 2010 a setembro de 2011, a economia brasileira cresceu 3,7%. Esse número também é menor do que o visto no período de 12 meses encerrado em agosto, quando a expansão havia sido de 4,1%.
Atrás na lista dos setores com os piores indicadores vieram o setor agropecuário (com queda de 0,8%) e o de serviços (0,1%).
Com a crise econômica internacional em um de seus piores momentos do ano em agosto, as exportações do Brasil também foram afetadas e fecharam setembro no negativo. Bens e serviços voltados para o exterior caíram 3,2%.
E, se vender para os estrangeiros não foi um bom negócio, pior ainda foi a importação com a alta do dólar no período. A queda na importação de bens e serviços ficou em 4,5%.
As famílias também ficaram receosas com as últimas notícias e frearam os gastos, o que fez com que o consumo familiar ficasse 0,2% no negativo. Apenas o consumo do governo ficou positivo, com expansão de 0,2% no período – o que não colaborou para o PIB fechar o período no azul.













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