Santa Sé acusa grife de desrespeitar Papa e católicos com fotomontagem de beijo com imã
Em comunicado, o Vaticano informou que já entrou em contado com seus advogados na Itália e em outras partes do mundo para que sejam tomadas "as devidas medidas legais" para interromper o uso da imagem, inclusive pela própria imprensa. O anunciado, entretando, não deixou claro se a Santa Sé pretende processar a Benetton por danos. Segundo Vaticano, a propaganda, que faz parte da campanha "Unhate" da grife italiana, desrespeita não só a dignidade do Papa como a dos fiéis católicos.
Na quarta-feira a noite, a Benetton disse que desistiria da fotomontagem do Pontífice, que faz parte de uma série de imagens de vários líderes mundiais se beijando, entre eles Benjamin Netanyahu e Mahmoud Abbas e Barack Obama e Hugo Chávez. O anúncio da Beneton veio horas depois de o Vaticano emitir sua primeira nota de protesto, chamando o anúncio de "manipulador" e totalmente inaceitável.
- Isto é uma grande falta de respeito pelo Papa, uma ofensa contra os sentimentos dos fiéis e um claro exemplo de como a propaganda pode violar regras elementares de respeito pelas pessoas só para atrair atenção pela provocação - disse o porta-voz do Vaticano padre Federico Lombardi, na quarta-feira.
Um enorme cartaz com a foto foi distribuída em várias cidades. Um deles foi erguido a poucos metros da porta do Vaticano, mas foi rapidamente retirado. As fotos nas vitrines da praça da Fontana de Trevi, em Roma, no entanto, continuam lá nesta quinta-feira.
A Beneton tentou se explicar após o protesto do Vaticano, dizendo que sua intenção era "exclusivamente" combater a cultura do ódio.
"Sentimos muito que o uso de uma imagem do Pontífice e do imã ofendeu fiéis desta maneira", escreveu a grife.













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